9.1.10

O Alçapão


O Alçapão, upload feito originalmente por Vinícius S.A..

O Alçapão


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O Alçapão


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O Alçapão


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O Alçapão


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Insight


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Insight


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Insight


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Um minuto e meio - estudo


Um minuto e meio - estudo, upload feito originalmente por Vinícius S.A..

Um minuto e meio


Um minuto e meio, upload feito originalmente por Vinícius S.A..

Um minuto e meio - detalhe


Um minuto e meio - detalhe, upload feito originalmente por Vinícius S.A..


Processo, upload feito originalmente por Vinícius S.A..

Processo

Lágrimas de São Pedro


Lágrimas de São Pedro, upload feito originalmente por Vinícius S.A..

Lágrimas de São Pedro

Uma amiga aniversariava, e, naquele dia estava na escola e chegaria ao fim da tarde. Morávamos num pequeno edifício de quatro andares. Enquanto jogava futebol com os amigos tive a idéia de fazer-lhe uma surpresa e numa atitude de liderança, pedi para todos pararem com o futebol e irem para suas casas e pegar papéis usados. Marcamos o encontro no hall da minha casa. Eram cerca de dez crianças. Começamos a picar os papéis, foram muitos, tantos que formaram uma pequena montanha. Ensacamos os papéis picados. Como éramos crianças, todos entre 10 e 12 anos, solicitamos a um vizinho mais velho que se responsabilizasse por nos conduzir até ao telhado do prédio, ele aceitou e lá fomos nós!. A esta altura umas vinte pessoas já estavam mobilizadas com a intervenção. Anoiteceu. Estávamos todos preparados à cerca de quinze metros de altura, esperando-a chegar da escola. Outros vizinhos esperavam também na janela. Ela chegou. Todos começaram a jogar papéis: uma cena épica, ela abriu os braços e começou a girar, rindo, agradecendo, chorando. A chuva de papel ocupava o espaço aéreo, eram tantos papéis que mal dava pra vê-la girando. Entendo que ali começa a instalação Lágrimas de São Pedro, principalmente pelo caráter lúdico e em relação a ocupação espacial que a obra propõe. Existem fotografias deste momento, eu nunca as vi, mas existem. Para mim não são necessárias as imagens, tenho tudo na memória, cada instante daquela cena. E me emociono.


Em outro contexto, num distrito do Sertão da Bahia chamado Ubiraitá, passando férias, hospedado numa casa onde não tinha água encanada, presenciei um período de forte estiagem. Íamos buscar água num jumento duas vezes ao dia, para suprir as necessidades daquele lar. Tinha o tanque d’água para uso geral e outro para água de beber. Era um tanque de seixos, grande e ficava dentro de uma fazenda. Diversas pessoas se banhavam. Foi incrível perceber como aquelas pessoas dependiam da chuva e a desejava, acendiam velas e faziam altares para santa bárbara, que no sincretismo religioso corresponde a Yansã, a rainha dos trovões e das tempestades, assim como novenas e procissões para S. José, o Santo da chuva. Minha referência urbana trazia uma chuva indesejada, causadora de transtornos.


Um dia passou um grupo de homens nos convidando a ir num pasto de bois para “levantar uns animais”, meio sem entender os acompanhei por cerca de duas longas horas debaixo de um sol escaldante e uma realidade árida. Chegando lá, para minha surpresa os animais estavam caídos no chão por falta d’água para beberem. Eram vários. Ficamos lá até anoitecer fazendo cavaletes com troncos de árvore para suspender os bichos, na esperança que a chuva viesse nos próximos dias, e adiar o pior: A atitude desesperada de deixar o lugar onde vivem, em busca dos grandes centros, para encontrar, ou não, um pouco de dignidade e melhores condições de vida.

Vinícius S.A.

Flickr

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26.12.08

GAMBIARRA – ALGUNS PONTOS PARA SE PENSAR UMA TECNOLOGIA RECOMBINANTE (1)

Olá pessoal!

Achei esse texto do Ricardo Rosas muito interessante, e esse post é para refletir-mos um pouco a respeito da arte latino-americana, que através de vários artistas se caracteriza pela "valorização" do precário, criando até uma identidade a este respeito.

Vale a pena conferir